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máquina do fim do mundo

máquina do fim do mundo

12/2016

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Lá fora cai chuva, e poupo desde já a metáfora;

Não cai como cá, cai, sei lá, como caiu tanta vez.

Importa perguntar o que cai cá, porque é indefinido,

É uma espécie de viagem, de diáspora;

Vai  à bolina, cai sem se mexer, cai com  altivez,

Estatela-se disforme formando um finito sustenido... som.

Se cai num baque, depressa se levanta e apruma o fraque.

Pigarreia e recompõe, que a chuva quando cai não tem tom,

Suprime-se opressora da sua individualidade,

Desvanece-se no conjunto que forma a sua totalidade

Indivisível, una e unidireccional -

Aguarda que o vento a sopre, como a soprou outra vez

Ciclica e quase igual, variando na intensidade

Com que cai, cai, aqui e ali, em surdina mas sem surdez.

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